sexta-feira, 20 de abril de 2018

O encontro concluído na Cruz - Paulo Cilas

   

"O chamado começa com um encontro maravilhoso e termina na Cruz".

Paulo, mesmo depois da Cruz, teve de conhecer o sofrimento "dela" . 

Somente compreendendo isso vencemos o mal.


Na Cruz: 
Nossa timidez se encontra com quem não fez caso da vergonha.
Nossa culpa se depara com o castigo Nele.
Nossa desonestidade encontra a honestidade de Cristo.
Nossa raiva, mágoas, etc encontram perdão irrestrito para todos.
Nossa rebeldia encontra a obediência.
Nossa nudez fácil, indecorosa encontra a nudez do Cristo que se humilha para nos honrar.


Só João ficou na Cruz vendo O Cristo morrer. Mas todos os demais foram achados por ela. E morreram por ela.


Não há salvação sem Cruz. Não há vida Cristã sem Cruz.

Hoje muitos querem viver como que no trono ou diante dele.
Sabemos que Jesus está no trono, mas, por enquanto, a nossa vida aqui precisa estar e permanecer ao pé da Cruz.
 
Só os que vivem ao pé da Cruz saberão viver junto ao Trono.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Jesus consolador - Zack Eswine

O texto abaixo foi extraído do livro A Depressão de Spurgeon, de Zack Eswine, da Editora Fiel.
“É um consolo indizível que nosso Senhor Jesus conheça essa experiência”
Na obra O Demônio do Meio-dia: Uma Anatomia da Depressão, Andrew Solomon, que não professa seguir Jesus, observa que “mesmo as pessoas que se apoiam em uma fé que lhes promete uma existência diferente no além não podem evitar a angústia neste mundo”. O autor relembra que o próprio Cristo foi um “homem de dores”.
Esta designação “homem de dores” vem de Isaías 53.3, quando o profeta do Antigo Testamento descreve o prometido de Deus. Charles testemunhava regularmente sobre a força abençoadora que o relacionamento com Jesus, enquanto homem de dores, lhe proporcionou:
Pessoalmente, eu também trago o testemunho de que foi para mim, em épocas de grande dor, espantosamente confortável saber que em cada pontada que aflige seu povo o Senhor Jesus igualmente possui identificação com o sentimento. Não estamos sozinhos, pois aquele “semelhante ao filho do homem” caminha conosco na fornalha de fogo ardente.
A “identificação com o sentimento” (fellow-feeling) que os sofredores encontram na visão mais ampla de Jesus inclui aqueles que sofrem de depressão. Os cristãos estão acostumados a serem estudantes da Cruz. Não obstante, Charles convida os doentes a encontrar o socorro do nosso Salvador no Jardim do Getsêmani.
Esse “jardim de tristeza” se torna para Charles uma imagem da “depressão mental” de Jesus. “A dor corporal deve nos ajudar a entender a cruz”, mas “a depressão mental deveria nos fazer aptos estudiosos do Getsêmani”, diz ele. “Ao lado de seu sacrifício, a simpatia de Jesus consiste na próxima coisa mais preciosa”. Faz bem aos auxiliadores tomarem conhecimento disso.
Então, quando o livro de Hebreus, no Novo Testamento, diz que Jesus é aquele que “foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança” e que “naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hb 4.15; 2.18), Charles prontamente postula que essa simpatia ou compaixão de Jesus inclui não só nossa fraqueza física, mas também nossa “depressão mental”.
O resultado? Aqueles que sofrem de depressão podem encontrar um lugar para descansar na experiência de vida de Jesus. “Quão completamente é removida a amargura da tristeza”, explica Charles, ao “saber que ela fora, outrora, sofrida por Cristo”.
Por isso, mesmo quando nos tornamos insensíveis aos teólogos de plantão, cuja fé não é realista ou que não sabem nada do que vivenciamos, não precisamos ignorar Jesus. Pelo contrário, se procuramos por alguém, qualquer que seja, para saber o que significa caminhar em nossos sapatos, Jesus emerge como a mais proeminente e verdadeira companhia para as nossas aflições. A esperança realista é algo saturado de Jesus. Aqueles que sofrem de depressão têm um aliado, um herói, um companheiro-redentor e que advoga em prol do mentalmente assediado.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

MÁRTIRES DIÁRIOS - Brennan Manning


Nesse momento de minha própria lenda pessoal, o martírio parece não exigir uma marcha por cristo até os leões nem levar Jesus ao Zaire ou à Nicarágua como missionário. O chamado que ouço bem dentro de mim é para revelar seu amor perdoador àqueles que pecaram contra mim. Custa muito orar “Seja feita a tua vontade”: morte ao velho homem, superando rancores e ressentimentos de muito tempo, transcendendo lembranças amargas e hostilidades justificáveis, alcançando em reconciliação aqueles que me rejeitaram, me depauperaram e me arruinaram.
Talvez seja por isso que as únicas quatro vezes que “Seja feita a tua vontade” ocorre no Novo Testamento são no contexto de martírio. Quanto mais velho eu fico, mais percebo a verdade do adágio: “É mais fácil morrer por Cristo que viver para ele”.
De fato, na iminência da morte pode ser que tenhamos o brio de uma confirmação de fé. Ou pode ser que por medo ( do inferno)também o façamos.
Viver por Cristo requer abnegação, perder para ganhar, andar milhas a mais, humilhar-se.
Sim, muitos vezes é um martírio do "eu".

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

TO BE OR NOT TO BE - Pb. Valdo Brito


É esta a questão: você é ou não é? Você é crente ou cristão?
Crente é o que crê, mas cristão é o que crê em Cristo e obedece à sua Palavra e este obedecer significa Fé e Obras. Somos salvos de graça por meio da fé e esta é a que produz obras. Há muita obra realizada sem fé, mas não pode haver fé sem obras. Está havendo um divórcio entre o que tem sido pregado nas Igrejas e as obras.
O grande missionário Stanley Jones disse que não é o ateísmo, não é o budismo, nem o espiritismo e nem mesmo o materialismo que são inimigos do Evangelho, e sim o sub cristianismo. O que se tem visto muito é uma multidão de crentes nominais dizem que tem fé, mas suas obras discordam.
Um grupo de evangelistas foi pregar a Cristo para o grande líder Mahatma Gandhi, mas este foi claro e curto ao dizer: No vosso Cristo eu creio, mas só não creio no vosso cristianismo.
É bem verdade que os evangélicos iniciaram na década de 1950 um movimento chamado re-avivamento ou renovação espiritual. Começaram bem, mas o que vemos agora em lugar de Renovação temos visto Inovação. Mudaram os rituais de cultos com danças, ritmos musicais diferentes, até no modo de vestir, pregar, falar, mas distanciaram da santidade continuando ou voltando às maneiras antigas de vestir, negociar, assistindo programas indecorosos servindo as mesmas bebidas em suas festas, namorando com a mesma licenciosidade sem se falar da entrada do divorcio sem respaldo Bíblico. Correm em busca de sinais, maravilhas e prosperidade material. É isto e outras coisas que têm levado Igrejas a perderem o Primeiro Amor, como foi em Éfeso, Igrejas mornas como de Laudicéia ou mesmo mortas como a de Sardes. Muita gesticulação e pouca adoração, muitas palavras, mas pouco testemunho.
Bíblia, oração, jejuns e ação para que sejamos não somente crentes, mas também cristãos e nossas Igrejas sejam revestidas e avivadas para serem glória na mão de Deus e instrumento vivo de Deus na Terra.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Desmoronamentos - Paulo Cilas

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

Mateus 7:24-27

O desmoronamento mais grave será o eterno, quando não se permanecerá de pé  diante de Deus, não se perdurará para a vida .

Entretanto quero aplicar essa "Palavra" às várias circunstâncias diante das quais também desmoronamos no todo ou em parte:

Nas aflições -  Esquecemos ou não colocamos em prática : Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.

Na preocupação com o amanhã - Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.
Mateus 6:34

Na busca por riquezas - Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam... Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.
Mateus 6:19,24
No perdão  -  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam
Na libertação e liberdade - E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará
 ... Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres JOÃO 8: 32,36

Queremos usar "as palavras" como remédio de resposta imediata, mas poucas vezes como tratamento preventivo. As usamos como "reparos", mas deveríamos "usá-las" como fundamento.

Se vivêssemos mais a palavra que ouvimos não viveríamos desmoronando tanto diante das agruras da vida. 
Que Deus tenha misericórdia de nossas vidas e restaure a nossa fé e nos firme na rocha.




quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Davi e seus gigantes - Paulo Cilas

Olhou para Davi com desprezo, viu que era só um rapaz, ruivo e de boa aparência, e fez pouco caso dele.
E disse a Davi: "Por acaso sou um cão para que você venha contra mim com pedaços de pau? " E o filisteu amaldiçoou Davi invocando seus deuses,
e disse: "Venha aqui, e darei sua carne às aves do céu e aos animais do campo! "
E Davi disse ao filisteu: "Você vem contra mim com espada, com lança e com dardo, mas eu vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem você desafiou.

1 Samuel 17:42-45

O fim dessa história  todos conhecemos: Davi venceu Golias! Vejo nessa cena aplicações para nossa vida. Por exemplo: Davi não foi à frente de batalha para enfrentar  o gigante vs. 17,18. Assim também em nossas muitos "gigantes" surgem sem que esperemos.

A vitória de Davi se deu face a sua fé em Deus. " Vou contra você em Nome Do Senhor" . O garoto humilde se torna valente. A sua dependência de Deus era total.

Mais tarde, já rei, Davi deseja uma mulher casada com um de seus soldados 2Sm.11. O rei manda! O rei pode tudo. Usando seu poder ele sucumbe diante de outro tipo de gigante. Não há dependência, pelo contrário, ele não depende de ninguém. Ele usa seu poder!

Mais ainda, em 2 Sm.24 ele, Davi, quer ver, saber, confirmar o seu poderio militar. Os seixos 1Sm.17:40 ficaram para trás. Armas, carros e cavalos de guerra, soldados são o que importam. Quer saber o tamanho de seu poder.
Ambas as ações lhe impuseram derrotas e vergonhas.

Davi, humilde, venceu um gigante. Davi, agigantado, perdeu para "outros gigantes".

Portanto, todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado Mt.23:12. 



quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Os céus declaram - Paulo Cilas

Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.
Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.
A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,
O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho.
A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor.
A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do Senhor é fiel, e dá sabedoria aos símplices.
Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos.
O temor do Senhor é limpo, e permanece eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente.
Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos.
Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.

Salmos 19:1-11

Nessa passagem de ano  muitos olharam novamente para o céu. olharam para admirar a capacidade do homem em promover um grande espetáculo com fogos de artifício. Êxtase diante da criação do homem. Muitos "da Fé" deixaram de se congregar para se juntarem aos admiradores da obra humana.
Não, absolutamente não, há que se negar a beleza do show. A questão é , como se observa em tantas outras coisas, a humanidade está cada vez vez mais tomada pela adoração à criatura. A tecnologia, a ciência em suas ramificações, as riquezas - para quem as tem - e a busca frenética por elas - para quem não as tem - têm preenchido o coração da criatura.  As igrejas estão em desembalada carreira para suprir as exigências de "insatisfeitos" que "só" têm a Criação e Lei de Deus juntamente com Seus Preceitos e Mandamentos.
Olhar para os céus e só ver manifestação de Deus não empolga. É necessário ver  e se satisfazer com a obra humana.
Os céus declaram a obra do homem e os fogos de artifício anunciam as obras de suas mãos!


O encontro concluído na Cruz - Paulo Cilas

    "O chamado começa com um encontro maravilhoso e termina na Cruz". Paulo, mesmo depois da Cruz, teve de conhecer o sofrimento...